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Cardiologia - 20/04/2007
 

Jovens em idade universitária que fazem uso abusivo de álcool podem ter maior risco de desenvolver doença cardíaca no futuro, anunciaram pesquisadores na 8ª Conferência Anual sobre Aterosclerose, Trombose e Biologia Vascular, da Associação Americana de Cardiologia.

 

Em um pequeno estudo, pesquisadores de Minnesota observaram que um grupo de universitários que consumia grandes quantidades de álcool apresentava níveis elevados da proteína C reativa (PRC), um marcador inflamatório associado a um aumento do risco de doença cardíaca.

 

"Estes estudantes podem estar aumentando seu próprio risco de doenças cardiovasculares", afirma a Dra. Elizabeth Donovan, principal autora do estudo e estudante da Faculdade de Saint Benedict, em Minnesota. "Este é mais um motivo para nos preocuparmos com o consumo exagerado de álcool entre os jovens". Enquanto a maioria das pesquisas sobre a relação entre álcool e níveis de PCR avaliou indivíduos mais velhos, este estudo incluiu apenas adultos jovens.

 

Vinte e cinco universitários preencheram questionários sobre fatores que podem afetar os níveis de PCR como consumo de álcool, uso de medicamentos, tabagismo e perda de peso recente. Os pesquisadores classificaram os participantes em três grupos: os que não consumiam ou consumiam pequena quantidade de álcool, os que consumiam níveis moderados e os que consumiam níveis elevados.

 

A média dos níveis de PCR dosado no total dos estudantes foi de 0,9 mg/L, valor associado a um baixo risco para doenças cardiovasculares. Valores entre 1 e 3 mg/L representam risco moderado e níveis acima de 3 mg/L estão relacionados a um risco elevado.

 

Os pesquisadores identificaram que os estudantes que consumiam álcool em quantidades moderadas apresentavam níveis significativamente menores de PCR (em média 0,58 mg/L), comparados aos que consumiam quantidades elevadas (em média 1,25 mg/L). O grupo de indivíduos que não consumiam ou consumiam pequena quantidade de álcool apresentou um valor de PCR médio de 0,85 mg/L, uma diferença pouco significativa em relação ao grupo de bebedores moderados.

 

"Enquanto a ingestão moderada de bebidas alcoólicas parece ser benéfica à saúde, nós devemos alertar quanto aos riscos do consumo pesado de álcool", diz a Dra. Donovan.

 

Os dados deste estudo devem ser interpretados com cautela, uma vez que os resultados foram obtidos de um estudo não randomizado, realizado em um pequeno grupo de estudantes. Os autores afirmam que novos estudos serão necessários.

 

Fonte: Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology.





 
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