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Radicais livres - 14/09/2008
 

 

         Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveram uma molécula enzimática que combate a ação nociva de radicais livres de oxigênio, responsável pela destruição celular em processos como infarto do miocárdio, queimaduras solares e doença de Alzheimer. O novo mecanismo para redução dos prejuízos dos radicais livres foi publicado na última edição da revista Science.

        

Indivíduos que consomem quantidades moderadas de bebidas alcoólicas apresentam menor comprometimento do coração após um infarto do que pessoas que não consomem álcool. Até então não se sabia quais fenômenos bioquímicos estavam envolvidos nesse fator protetor do miocárdio. Para desvendar a questão, os pesquisadores realizaram estudos em ratos e comparando quais enzimas são ativadas durante infartos do coração e quais são influenciadas pelo álcool.

        

Os resultados mostraram que o álcool ativa a já bem conhecida enzima aldeído desidrogenase 2 (ALDH2) no coração dos ratos. O efeito da bebida elevou em 20% a atividade dessa enzima durante o infarto e reduziu em 27% as conseqüências do evento isquêmico.

 

A enzima ALDH2 exerce um efeito de neutralização de moléculas de aldeído, produto tóxico proveniente da metabolização do etanol. Os aldeídos também são formados quando radicais livres reagem com moléculas de gordura, presentes em diversas células do organismo. De acordo com os autores, é muito fácil para os radicais livres se encontrarem com a gordura e, através da reação de oxidação, gerar aldeídos. Esses produtos no interior da célula danificam as organelas presentes no citoplasma, bem como o DNA.

 

Após a descoberta das funções da enzima ALDH2, os pesquisadores iniciaram a busca por uma molécula que potencializasse a ação da ALDH2. A molécula Alda-1 demonstrou-se eficaz para esse propósito ao diminuir em 60% os danos subseqüentes ao infarto do miocárdio em ratos. Isso porque essa pequena molécula protege a ALDH2 da degradação das próprias moléculas de aldeído.

 

Os autores concluem que essas descobertas, entre elas a molécula Alda-1, apresentam um grande potencial de aplicações futuras, tanto para combater doenças como Parkinson e Alzheimer como para evitar as conseqüências de uma exposição exagerada ao sol. Além disso, deve colaborar no combate a ressaca pós-ingestão de etanol.




 

Fonte: Science.

 
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