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Para pesquisadores, o estudo não encontrou "nenhuma associação convincente" com o câncer, apesar de alertarem que os resultados deverão ser analisados em longo prazo.
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Câncer - 24/03/2009
 

Câncer e estimulação ovulatória

 

Para pesquisadores, o estudo não encontrou "nenhuma associação convincente" com o câncer, apesar de alertarem que os resultados deverão ser analisados em longo prazo.

 

Os médicos fertileutas devem sempre comparar o risco-benefício de uma droga para a fertilidade - considerando sempre um pequeno aumento de risco para o câncer de ovário - aos benefícios físicos e psicológicos que uma gravidez pode proporcionar à mulher, por meio do uso dessas medicações. É o que afirmam os autores de um extenso estudo holandês publicado em fevereiro no British Medical Journal - um dos maiores trabalhos com o objetivo de investigar de que forma as drogas no tratamento da infertilidade podem elevar o risco feminino para câncer de ovário.

Como parte do estudo, os pesquisadores seguiram 54.362 mulheres que buscaram clínicas de fertilização na Holanda entre 1963 e 1998, com idade média de 47 anos. Entre elas, estavam presentes 156 com casos de câncer de ovário.

Os pesquisadores avaliaram o risco relativo para câncer de ovário naquelas medicadas com gonadotrofinas, clomifeno, gonadotrofina coriônica humana (hCG) ou hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH), comparado com os índices de câncer de ovário de mulheres que não haviam se submetido a tais medicações - mas que haviam sido tratadas com outras drogas.

Ajustando os fatores de risco, concluíram que não houve risco aumentado de câncer ovariano associado às drogas - nem para as mulheres submetidas a dez ciclos ou mais de tratamento nem para aquelas que engravidaram, apesar do tratamento.

A única estatística significativa encontrada pareceu ser em uma análise que buscou por tipos diferentes de tumores cancerígenos no ovário; nesta análise as mulheres submetidas ao clomifeno, agonista parcial do receptor dos estrogênios comumente utilizado, tiveram 67% de aumento em tumores serosos.

Os resultados sugerem, segundo os autores, que o risco dessa forma de câncer ovariano pode ser elevado após o uso do clomifeno, alertando, porém que o resultado pode conter uma "aberração estatística". Para eles, o estudo não encontrou "nenhuma associação convincente" com o câncer, apesar de alertarem que continuarão a acompanhar as mulheres, para analisá-las, em longo prazo, se o risco aumentará com a idade. "Esses dados necessitam de mais evidências de que as drogas para a fertilidade não elevam o risco de câncer ovariano a uma grande proporção", declarou Allan Jensen, professor assistente de epidemiologia oncológica da Sociedade Holandesa de Câncer e um dos autores do estudo, ao jornal americano New York Times.

 

 
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